Archive for 25 marzo 2009

Camex aplica antidumping sobre as importações de acrilato de butila e pneus para bicicletas

marzo 25, 2009

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou hoje (25/3), no Diário Oficial da União, duas resoluções que aplicam direito antidumping sobre as importações brasileiras de acrilato de butila, quando originárias dos Estados Unidos, e pneus para bicicleta indianos. As medidas, que foram aprovadas ontem na reunião do Conselho de Ministros do órgão, realizada no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), entram em vigor a partir de hoje.

A Resolução Camex nº 15, de 24 de março de 2009, encerra a investigação e aplica o direito antidumping definitivo, por um período de até cinco anos, sobre as importações brasileiras de acrilato de butila (NCM 2916.12.30), originárias dos Estados Unidos. Os valores do mecanismo de defesa comercial foram estipulados por empresa produtora ou exportadora, da seguinte maneira: Arkema Inc., US$ 0,08/kg (oito centavos de dólar por quilograma); The Dow Chemical e Union Carbide Corporation, US$ 0,24/kg; e Rohm and Haas Company, US$ 0,19/kg. A alíquota cobrada de demais produtores ou exportadores dos EUA será de US$ 0,42/kg. A medida exclui o produto com teor de pureza igual ou superior a 99,8%, comercializado em frascos de vidro de até 2,5 litros.

O acrilato de butila é um insumo destinado à fabricação de resinas e dispersões acrílicas e seus derivados, que por sua vez, são utilizados na formulação de tintas imobiliárias, tintas industriais, vernizes e adesivos, entre outros.

Bicicletas

Nas importações brasileiras de pneus para bicicleta, oriundos da Índia (NCM 4011.50.00), passam a incidir alíquota específica de US$ 0,08/kg (oito centavos de dólar por quilograma). Esta foi a medida da Resolução Camex nº 16, de 24 de março de 2009, que restabeleceu a aplicação do direito antidumping definitivo sobre as importações desse produto. Com essa determinação, fica revogada a Resolução Camex nº 2 de 2004, que tratava da suspensão desse mesmo direito.

Indústria argentina quer ampliação de conteúdo local na produção de celulares

marzo 25, 2009

conteúdo nacional para sua fabricação de celulares – que hoje atende apenas 5% do consumo local – , a abertura do mercado brasileiro para aparelhos de calefação e outros eletrodomésticos “made in Argentina” e manter a proteção das licenças não automáticas para a importação de geladeiras, fogões, lavadoras, equipamentos de ar-condicionado e multiprocessadores de alimentos. De acordo com Hugo Ganin, presidente da Fedehogar, entidade que reúne os fabricantes argentinos de eletrodomésticos, esta é a pauta que os industriais locais vão levar hoje para a reunião com seus pares brasileiros na sede do Ministério da Produção, em Buenos Aires.

O encontro foi convocado para discutir uma solução para a queda do comércio bilateral e as medidas protecionistas tomadas pela Argentina sob o argumento de proteger a indústria local contra a invasão de importados. Além de eletrodomésticos, também se reunirão na sede do Ministério da Produção representantes das indústrias de máquinas agrícolas, têxteis, motores e autopeças, metalurgia e material elétrico.

Em defesa da proteção levantada pelo governo argentino – e reforçada desde novembro por causa da crise internacional – Ganin disse ao Valor que os fabricantes argentinos de eletrodomésticos não têm como concorrer com os gigantes multinacionais (Whirlpool, Electrolux, General Electric) sediados no Brasil, cujos interesses são defendidos pelos brasileiros nas negociações com os argentinos.

Segundo este empresário, os industriais argentinos estariam a favor de um mercado mais aberto com o Brasil, desde que tivessem acesso ao mercado brasileiro – hoje bloqueado, segundo ele, por pressão daqueles “gigantes” – e que houvesse uma “harmonização das regras tributárias e financeiras” entre os dois países. “Temos um excelente know-how na produção de equipamentos a gás, por exemplo, mas não temos acesso ao mercado brasileiro para esses produtos”, queixou-se Ganin.

Desde o dia 1º de janeiro de 2007, as geladeiras e fogões brasileiros tiveram a entrada na Argentina submetida a licenciamento não automático. A medida, que desde então vem sendo renovada, atendeu ao pedido da indústria de linha branca, que não conseguiu convencer a indústria brasileira a retomar um acordo de restrição voluntário das importações, vencido no início de 2006. A indústria brasileira não aceitou continuar restringindo suas exportações para o principal sócio do Mercosul, argumentando que o motivo pelo qual o primeiro acordo de cotas foi feito, em 2004 – a queda da produção e prejuízos a indústria local – já não se justificava.

Até 2007, o mercado argentino vinha crescendo ao ritmo de 30%. Mas em 2008, com a desaceleração da economia interna e externa, o ritmo de crescimento das vendas de eletrodomésticos baixou para 10%, segundo a Fedehogar. Ganin diz que a proteção do licenciamento não automático ajudou a indústria nacional a ocupar mais espaço no mercado doméstico. Como exemplo, ele cita que em 2003 os fabricantes nacionais tinham apenas 20% do mercado de lavadoras de roupa, e hoje têm 50%. Ganin reconhece o avanço dos asiáticos na Argentina, mas diz que o mesmo aconteceu no Brasil. “A China é um problema tanto para a Argentina quanto para o Brasil”, afirma.

No mercado de celulares, a Argentina tem um único fabricante, a BGH, que desde 2001 produz em parceria com a Motorola, mas na verdade o país importa 95% dos celulares vendidos internamente. Segundo o Ministério da Produção, de US$ 1,337 bilhão importado em celulares em 2008, 68% (US$ 909 milhões aproximadamente) vieram do Brasil. De acordo com o levantamento da IES Consultores, a venda de celulares na Argentina cresceu 20% entre janeiro e novembro de 2008, comparado ao mesmo período de 2007. A importação cresceu 13,4%, de acordo com o levantamento. A ideia seria, segundo Ganin, aumentar a exigência de conteúdo local para estimular a produção nacional, mas ele não soube informar os números em negociação.

Banco del Sur: acuerdo para la integración inicial del capital – argentina, brasil y venezuela aportarán u$s 6000 M

marzo 25, 2009

El funcionario, según detalla un cable de la Agencia Bolivariana de Noticias (ABN), dijo que cada uno de las naciones señaladas colocarán 2 mil millones de dólares para la puesta en marcha de la entidad multilateral sudamericana.
Rodríguez agregó que Bolivia, Ecuador, Uruguay y Paraguay aportarán sumas escalonadas de alrededor de 100 millones de dólares por país.
El ministro realizó estas declaraciones a la salida de una reunión técnica mantenida en Caracas por ministros y funcionarios de los países que conformarán el Banco del Sur. El encuentro se llevó a cabo en las instalaciones de la sede del Ministerio del Poder Popular para las Relaciones Exteriores, en Caracas.
Rodríguez calificó a la reunión de “excepcional”, ya que se resolvieron puntos que estaban pendientes para avanzar hacia la materialización de este instrumento financiero.
Adelantó además en la primera semana de mayo se llevará a cabo una nueva reunión técnica y ministerial en Buenos Aires, previa a una cumbre de presidentes en la que se concretará finalmente el lanzamiento del banco regional.
Explicó que los siete países que participan en la creación de esta entidad coinciden plenamente en que América Latina está llamada a tomar un rol cada vez más importante en el concierto de las naciones, y para ello los gobernantes de las mismas consideran indispensable avanzar plenamente en los procesos de integración regional.
El acta fundacional del Banco del Sur fue firmada a finales de 2007 por Argentina, Brasil, Bolivia, Ecuador, Paraguay, Uruguay y Venezuela, con el fin de profundizar la identidad sudamericana en forma monetaria e impulsar el modelo productivo de la región.
Esta entidad sería vital para las economías de la región, especialmente en el contexto de la crisis financiera internacional, porque podría significar el acceso al crédito para naciones que lo tienen vedado por otras vías.A pesar del impulso que se le dio tras el acta fundacional, firmada en diciembre del 2007, la integración del capital era uno de los principales escollos para la puesta en marcha de la entidad. Entre los puntos que quedaron pendientes de resolver, estaban también la forma de votación dentro de la entidad, la entrada en vigencia del convenio y los lugares de funcionamiento de las sedes del banco.

BAE

La Argentina buscaría renegociar con Brasil el Flex automotriz

marzo 25, 2009

AUTOS. Entre los puntos de negociación, circuló la versión de que la Argentina planteó a Brasil introducir cambios en el acuerdo automotor bilateral, para obtener un porcentaje fijo en la exportación de autopiezas en el intercambio sectorial, pero tanto fuentes oficiales como de Brasil indicaron que el tema no formará parte de la reunión de hoy, aunque no se descarta que sean convocados para una negociación más adelante.
Dentro del Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay, más Venezuela en proceso de incorporación), los automóviles se consideran de origen nacional de cada uno de los países integrantes si el 60% de sus componentes son fabricados en el área, recordó Valor.
Argentina pretende, según el diario, que de 30 a 40% de las autopiezas sean obligatoriamente de origen argentino, para garantizar escala de producción a su industria, de forma de abatir el déficit comercial en el comercio automotor bilateral con Brasil, que en 2008 llegó a 2.700 millones
de dólares. De esta forma acompaña el reclamo de varios sectores privados, dentro del que se engloba el autopartista, que quiere negociar una participación obligatoria de partes nacionales en la producción de autos.
Según indicó el diario Valor Económico, los fabricantes brasileños se oponen a modificar el acuerdo, firmado en junio de 2008 con vigencia por cinco años. Además, según se indicó mientras se negociaba el flex automotriz, el objetivo es que haya libre comercio en este sector a partir del 2013.
“Argentina atrajo muchas inversiones. Debemos mantener ese ritmo de avance que está dando resultados”, declaró a Valor el presidente de la Asociación Nacional de Fabricantes de Vehículos Automotores (Anfavea) de Brasil, Jackson Schneider, frente a la cooperación entre ambos países.
MENSAJE PAULISTA. La FIESP se hizo eco del mensaje que le dejaron los presidentes de la Argentina y Brasil el viernes pasado y se mostró a favor del “fortalecimiento de las relaciones comerciales entre ambos países con la ampliación de la pauta exportadora binacional”.
Desde la postura oficial, a cargo del director de Relaciones Internacionales y Comercio Exterior, Roberto Giannetti da Fonseca, se habló de fortalecer la integración.

BAE

Textiles, baterías, autopartes, muebles y vino en la primera negociación sectorial con Brasil

marzo 25, 2009

Hoy comienzan las reuniones entre empresarios de la Argentina y Brasil para acordar límites a las exportaciones del socio mayor del Mercosur.
Los encuentros –que se reiterarán además la próxima semana– tendrán lugar en Industria y serán supervisados por Producción (y Desarrollo, su contraparte brasileña) con la presencia de productores de ambas partes en cinco sectores: denim (textiles para jeans), baterías, frenos y embriagues, muebles y vinos.
Estaban pautadas además reuniones de calzado, motos y harinas de trigo que finalmente no se consensuaron “por problemas de agenda de los privados”.
Los empresarios brasileños vendrán acompañados por el secretario de Industria, Ivan Ramalho, y el secretario de Comercio Exterior, Welber Barral, que se reunirán además con sus contrapartes locales, Fernando Fraguío y Eduardo Bianchi. También participarán funcionarios de la Cancillería y de Agricultura, según se indicó. No obstante, los organismos oficiales hacen la salvedad de que su rol será el de “coordinar, acompañar técnicamente la negociación entre los empresarios, pero no serán acuerdos de gobierno”.
Para empresarios como el titular de la Cámara de Calzado, Alberto Sellaro, es importante la participación estatal para garantizar el cumplimiento de los acuerdos. En ese sentido, recordó que en 2005 se había pactado el ingreso de 13 millones de pares de calzado brasileño, pero que en 2008 el número creció hasta 19 millones.
En el caso de vinos, Brasil negocia la limitación de las exportaciones argentinas porque busca darle competitividad a su producción. Según indicaron desde la Corporación Vitivinícola Argentina (Coviar), estarán presentes hoy en Buenos Aires para negociar una cuota de exportaciones, mientras se busca articular la negociación del sector en el Mercosur.
La mayoría de los sectores sensibles de la industria local está bajo el paraguas de la Confederación General Empresaria (CGERA) mientras que los privados que participan desde el lado brasileño están nucleados en la Federación de Industrias del Estado de San Pablo (FIESP).
El encuentro fue convocado hace dos semanas, tras la reunión del grupo de trabajo bilateral presidido por el secretario de Comercio Internacional Alfredo Chiaradia y el vicecanciller Samuel Pinheiro Guimaraes. Prevista inicialmente para el 18 de marzo, el encuentro fue postergado para que las negociaciones comerciales no opaquen la reunión de los presidentes Cristina Fernández y Luiz Ináçio da Silva el viernes pasado.

BAE

Brasileiros e argentinos discutem restrições

marzo 20, 2009

– Na próxima quarta-feira (25), representantes de sete setores industriais do Brasil e da Argentina reúnem-se em Buenos Aires, na tentativa de buscar soluções para a regularização do fluxo comercial entre os dois países. Os governos brasileiro e argentino acompanharão as negociações. Do lado brasileiro, a expectativa é chegar a entendimentos que permitam a imediata aceleração das licenças para entrada de produtos nacionais no país vizinho, que hoje chegam a demorar mais de dois meses.

“Nós, do governo brasileiro, assim como o governo argentino, estamos estimulando os setores para que eles se reúnam e possam encontrar soluções conjuntas para o ano de 2009, principalmente”, disse o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho.

A primeira rodada de negociações reunirá fabricantes de calçados, têxteis e confecções, motocicletas, autopeças, móveis, trigo e vinho. Os cinco primeiros são demandas da indústria argentina, preocupada com a invasão de produtos brasileiros, e três (autopeças, calçados e têxteis e confecções) estão sujeitos a licenças de importação não-automáticas. “O que se pretende, neste momento, é que os setores privados do Brasil e da Argentina busquem uma informação harmonizada em relação, por exemplo, ao tamanho do mercado argentino, à produção argentina, à importação desse produto não só do Brasil, como de outras regiões”, explicou Ramalho. Segundo ele, os problemas enfrentados pela indústria argentina não necessariamente devem-se à concorrência de produtos brasileiros.

A lista de setores sensíveis apresentada pelo governo argentino inclui ainda eletrodomésticos (geladeiras, fogões, lava-roupas, ar condicionado, aparelhos de TV), máquinas agrícolas, produtos siderúrgicos e alumínio, elétricos (motores, transformadores, interruptores, celulares), papel e cartão, ferramentas e brinquedos. Todos devem ficar para novas rodadas de negociações setoriais.

Havendo acordo entre os setores privados quanto a quantidades, por exemplo, o secretário acredita que o prazo das licenças não-automáticas de importação passe para cinco ou dez dias – tempo que, segundo Ramalho, atenderia às expectativas dos exportadores brasileiros.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) autoriza prazo máximo de 60 dias para esse tipo de licença, mas fabricantes brasileiros denunciam demora ainda maior por parte da alfândega argentina. “Não se justifica sequer o prazo de 60 dias. Se tivermos um acordo em determinado setor em que fique pré-estabelecida a participação do produto brasileiro ao longo de todo o ano de 2009, bastará um monitoramento das operações”, frisou.

Quanto aos setores de vinho e trigo, a apreensão dos brasileiros diz respeito às importações de produtos argentinos. No caso do vinho, os produtores nacionais estão apreensivos com a “invasão” de produtos do país vizinho e provavelmente tentarão negociar um preço mínimo para a entrada de vinhos argentinos no Brasil. No caso do trigo, o temor dos fabricantes nacionais é tanto em relação à importação de farinha de trigo argentina quanto à impossibilidade do país de fornecer todo o trigo necessário à indústria brasileira, em razão da quebra de safra no país vizinho. Em 2008, o Brasil já foi obrigado a recorrer a outros fornecedores, como Rússia, Ucrânia e Canadá, para suprir a redução das vendas do trigo argentino. Como o trigo destes países é mais caro (principalmente devido ao frete), a Câmara de Comércio Exterior (Camex) chegou a zerar a tarifa de importação para amenizar as perdas dos fabricantes brasileiros.

A indústria brasileira tentará negociar cotas para a entrada de farinha de trigo do parceiro do Mercosul. Paralelamente, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) tenta, junto à Camex, nova redução da tarifa sobre o trigo proveniente de países de fora do Mercosul, que está sujeito a Tarifa Externa Comum (TEC) de 10% – intra-Mercosul, a tarifa é zero. O tema deve entrar em pauta em uma das próximas reuniões da Camex.

Mas, ainda que as negociações sejam bem-sucedidas e se normalize o fluxo de comércio nos segmentos sensíveis, isso não será suficiente para reverter a queda de 46,6% registrada no primeiro bimestre deste ano no intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina.

A queda do comércio, tanto do lado brasileiro quanto do lado argentino, está vinculada á crise internacional e não especificamente a esses produtos incluídos como sensíveis pelos dois países. Ainda que eles tenham bastante importância no comércio entre Brasil e Argentina, certamente não representam a maior parte”, disse Ramalho. Automóveis são o principal item da pauta de comércio bilateral.

Gazeta Mercantil – 20/03/2009

LA protesta de Paraguay ante un Mercosur postergado

marzo 20, 2009

Paraguay ha endurecido su posición frente a los socios mayores, y en especial frente a la Argentina, aduciendo que no se están atendiendo sus demandas, y que las reuniones bilaterales Argentina-Brasil, que por otra parte están desplazando y postergando a las reuniones pautadas de los distintos organismos del Mercosur, tienen la clara significación de una falta de interés en las economías menores. Paraguay habría realizado un cálculo acerca de la monto de distribución de la renta aduanera que debería recibir para seguir perteneciendo al Mercosur.

Fuente: VP

Mercosur. Proteccionismo, respuestas colectivas y “factor Obama” Felix Peña

marzo 19, 2009

Existe un creciente consenso en que la actual crisis global logrará sobrevivir a la próxima Cumbre de Londres (2 y 3 de abril). Se prevé, además, que todos sus efectos sólo serán visibles en el mediano y largo plazo. Tales efectos no parecen aún haber madurado plenamente en ninguno de los planos en que ella se manifiesta, esto es, el financiero, el de la economía real y el comercio mundial, y el político.

Intentar comprender y explicar lo que está ocurriendo en el mundo que nos rodea – ya que predecir su evolución futura sería temerario – requiere un buen conocimiento de la historia larga y una aproximación interdisciplinaria. Es lo que nos aportaba el profesor Gilberto Dupas, sólido intelectual brasileño y del Mercosur, que acaba de fallecer. Entre otras cuestiones relevantes, nos ayudó a entender la lógica de la fragmentación de las cadenas productivas –factor esencial para captar las diferencias del mundo actual con el de los años 30 del siglo pasado-. Los frentes institucionales de su labor intelectual se han caracterizado precisamente por ser multidisciplinarios. Entre otros, se destacan el de Coordinador de un espacio de seguimiento e interpretación de la realidad internacional en el Grupo Muldisciplinario de Análisis de la Coyuntura Internacional (GACIN), de la Universidad de Sâo Paulo (www.usp.br/ccint/gacint); el de Presidente del Instituto de Estudios Económicos e Internacionales (IEEI) (www.ieei.com.br), y el de Editor de la revista Política Externa (www.politicaexterna.com.br) (sobre Gilberto Dupas, sus aportes y su persona, ver el artículo del profesor Celso Lafer –su amigo y colega en el trabajo intelectual al servicio de la tarea de entender el mundo- titulado “Gilberto Dupas (1943-2009)”, en el diario “O Estado de S. Paulo”, del 15 de marzo 2009).

Se han diluido con el transcurso del tiempo, tres visiones optimistas que se manifestaron cuando, a principios del 2008, la actual crisis global comenzara a emerger en todo su potencial. Ellas se referían a su naturaleza (era considerada como un problema básicamente financiero), a su duración (se la medía en términos de semestres) y a sus alcances (limitada a algunos países con la posibilidad del “desacople” del resto). Hoy no se duda que la crisis trasciende lo financiero y aún lo económico; que puede ser prolongada, y que alcanza en mayor o menor medida a todos los países. Por lo demás, el espectro de la profundización del contagio al plano político, está instalado con fuerza en dirigentes y en la opinión pública de un número creciente de países (ver por ejemplo, el artículo de Moisés Naim, el domingo 15 de marzo, en el diario “El País” de Madrid, así como la entrevista a José Miguel Insulza, en el diario “Clarín” de Buenos Aires, el mismo domingo 15 de marzo).

Aún a los más optimistas les cuesta ahora encontrar argumentos para predecir que el denominado G20, al reunirse al más alto nivel político en Londres, logrará generar un punto de inflexión sustancial en la evolución de la crisis.

Sin embargo, el “factor Obama” puede todavía introducir elementos novedosos, en la medida que logre acreditar una diferente capacidad de diagnóstico de Washington sobre los problemas que se enfrentan a escala global, y que se traduzca en un liderazgo eficaz que movilice la voluntad de cooperación entre los países participantes. Tarea difícil, pero aún probable.

En todo caso, los resultados de Londres podrán evaluarse a la luz de los progresos que se alcancen en torno a la capacidad colectiva de estabilizar el sistema financiero; de impulsar la reforma y fortalecimiento de las instituciones financieras internacionales; de contener la caída de la demanda global y del comercio mundial, y de neutralizar las tendencias proteccionistas. Tienen que ser progresos percibidos como efectivos y no sólo mediáticos. De lo contrario, será el propio G20 el que dejará de ser considerado como un espacio para el ejercicio de un liderazgo colectivo en la actual coyuntura global. Generar un espacio alternativo no será tarea fácil, si es que debe encararse a partir de un fracaso.

La atención de protagonistas y analistas – y con más razón la de los ciudadanos de los países involucrados – también se está concentrando en el impacto de la crisis global en los respectivos espacios geográficos regionales. La historia larga recuerda que los escenarios de colapsos políticos e, incluso, sus consecuencias más negativas en términos de enfrentamientos bélicos, en general han comenzado en los espacios regionales.

La atención en los contextos contiguos, es especialmente válida en relación a aquellos procesos de integración regional que se suponen orientados a asegurar, a la vez, pautas de una razonable gobernabilidad –predominio de la paz y la estabilidad- de la respectiva región, y su potencial de fortalecer la capacidad de cada uno de los países participantes, para lograr sus propios objetivos de transformación productiva y de inserción en la economía global. Son entre otros, los casos de la Unión Europea, la ASEAN y el Mercosur. Se sabe que son procesos constantemente sometidos a la tensión dialéctica entre factores que impulsan a la fragmentación y a la cooperación como condición para avanzar en una mayor integración, al menos de los respectivos sistemas económicos.

También se sabe que no existe un modelo único para preservar y fortalecer la voluntad política de lograr un trabajo conjunto, que sea sostenible en el tiempo entre naciones que son, y pretenden seguir siendo, soberanas.

Tales metodologías, son hoy puestas a prueba como resultado de la actual crisis global, al menos en tres planos. Ellos son el de las tendencias al proteccionismo en las relaciones recíprocas entre los países participantes; el de la capacidad de articular posiciones comunes frente a los efectos de la crisis y, en tercer lugar, el del ejercicio de un liderazgo colectivo eficaz en el respectivo espacio regional.

En el Mercosur ha vuelto a instalarse la cuestión de las restricciones unilaterales al comercio recíproco. Ya había ocurrido a finales de los noventa, como consecuencia de los efectos sobre las economías de los países miembros y el intercambio comercial intra-regional, originados en tres golpes sucesivos: la crisis asiática (1998), la devaluación del Real en el Brasil (1999) y el colapso de la convertibilidad en la Argentina (2002).

También esta vez el epicentro de los problemas se manifiesta en la relación comercial entre Argentina y Brasil. La caída del comercio bilateral ha superado el 40% en el primer bimestre de este año. Refleja la disminución de la actividad económica y del comercio exterior en ambos países. Ha dado lugar a recíprocas referencias a la aplicación de medidas restrictivas, especialmente a través de la utilización de licencias no automáticas. De hecho ambos países las aplican (en el caso del Brasil, el reciente informe de la Secretaría de la Organización Mundial del Comercio, señala que su normativa contempla la aplicación de licencias no automáticas para unas 3.500 líneas tarifarias).

Existen controversias en cuanto a las causas del desequilibrio comercial existente y al alcance de las medidas aplicadas. Pero, como ya ocurriera en la oportunidad anterior, todo indica que la cuestión comercial está siendo encarada en torno a tres ejes. El primero, es el interés político de ambos países de preservar el clima de buenas relaciones recíprocas y de trabajo conjunto, entre otras razones, por su valor estratégico en la gobernabilidad del espacio regional sudamericano. El segundo, es el reconocimiento del carácter limitado de los problemas comerciales identificados (involucraría, como en la anterior oportunidad, alrededor del 5% del intercambio recíproco). Y el tercer eje, es el de procurar resolver las situaciones puntuales a través de acuerdos entre los propios sectores empresarios, auspiciados por los respectivos gobiernos. Resultaron eficaces en el pasado y no habría razones para suponer que no lo serán también en el momento actual.

Quizás hubiera sido mejor haber previsto válvulas de escape –a la vez flexibles y sometidas a disciplinas colectivas- como parte integral de los mecanismos e instrumentos del Mercosur. Pero fue algo que no pudo lograrse en la anterior oportunidad. Sólo se acordó un mecanismo bilateral entre Argentina y Brasil, que sigue sin estar vigente.

Texto completo en: http://www.felixpena.com.ar

* Director del Instituto de Comercio Internacional de la Fundación Standard Bank, y del Módulo Jean Monnet y del Núcleo Interdisciplinario de Estudios Internacionales de la Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF). Miembro del Comité Ejecutivo del Consejo Argentino para las Relaciones Internacionales (CARI). Miembro del Brains Trust del Evian Group.

[Félix Peña]

A casi seis meses del inicio, ¿funciona el proyecto de abandonar el dólar con Brasil?

marzo 19, 2009

El ambicioso Sistema de Pagos en Monedas Locales, lanzado para reemplazar al billete verde en las relaciones comerciales de las empresas argentinas y brasileñas, comenzó a operar en plena crisis.

A principios de octubre de 2008, tras más de dos años de pruebas técnicas para evaluar su funcionamiento, los gobiernos de Argentina y Brasil pusieron en marcha el Sistema de Pagos en Moneda Local (SML), una iniciativa que la propia presidenta Cristina Kirchner llegó a calificar como un “hecho histórico”.

Los técnicos destacan que se trata de una simplificación porque al no pasar por el dólar como moneda de referencia, disminuye los costos de transacción derivados del valor de compra y venta de la divisa. Esta reducción de costos puede ir de un 2 a un 3% por cada operación.

Una vez que queda registrada, se realizará la compensación entre los bancos centrales de los valores en moneda local. Luego, los mismos transferirán el crédito para los exportadores vía sistema bancario.

Los bancos que homologaron para poder operar son más de 20 en la Argentina. Entre ellos figuran el ABN Amro, Banco Nación, Provincia, Ciudad, Macro, Santander, Hipotecario, Banco de Córdoba, Itaú, Credicoop, Creditanstalt, Buen Ayre, BNP Paribas, Bradesco y Banco Do Brasil.

Un boom que se hace esperar

Si bien el presidente del Banco Central (BCRA), Martín Redrado, y su par de Brasil, Henrique de Campos Meirelles, habían destacado a principios de octubre que el sistema iba a ayudar “a la integración regional y a reducir la vulnerabilidad de ambos países ante la crisis financiera internacional”, la realidad es que a medida que se intensificó la incertidumbre, más y más se fue estancando el ambicioso proyecto.

En efecto, en los poco más de 160 días que lleva habilitado, tan solo se registraron un total de 120 empresas entre argentinas y brasileñas para poder operar con monedas locales.

A la hora del balance, las estadísticas muestran que el proyecto por ahora avanza a paso muy lento. Para ello basta tener en cuenta que cada año, sólo considerando las ventas del lado argentino, unas 4.000 empresas realizan operaciones de exportación hacia el país vecino.

Además, la situación actual está muy lejos del verdadero potencial que ofrece el SML: según datos del Central, cerca del 40% de las operaciones de intercambio entre Argentina y Brasil son inferiores a 10.000 dólares y una proporción similar fluctúa entre ese monto y los 50.000 dólares. Esta fuerte presencia de pequeños y medianos empresarios, para los técnicos, constituía un terreno fértil para avanzar en la utilización de monedas locales en reemplazo del dólar, una práctica que, por el momento, deberá esperar un tiempo hasta que cobre fuerza.

En diálogo con Francisco Mártire, gerente de Comercio Exterior del Banco Credicoop, explicó que “el sistema es muy bueno, el Central trabajó muy bien, o sea que desde el punto de vista operativo no hay fisuras”.

Sin embargo, destacó que “en momentos de incertidumbre, si bien los brasileños piensan en reales, los empresarios argentinos lo único que hacen es pensar en dólares”.

De este modo, se vuelve a cumplir la paradoja de que, la moneda de la economía que más padece el colapso financiero, es la que más seguridad genera frente a la incertidumbre y el temor a los sobresaltos cambiarios.

En la misma línea, desde una entidad bancaria con presencia en Brasil y la Argentina, explicaron que el sistema por el momento avanza sin pena ni gloria porque “los empresarios argentinos primero no quieren posicionarse en pesos. Segundo, porque en el contexto actual, apostar a las monedas locales no necesariamente significa costos más bajos”.

FUENTE: Infobae Profesional

Preparan reunión para negociar los cupos en Buenos Aires

marzo 19, 2009

Hoy parte rumbo a Brasil Cristina Fernández de Kirchner, a quien se sumará una delegación de 500 empresarios, algunos de los cuales ya están en San Pablo participando de la semana argentina en esa ciudad.
La mandataria llegará acompañada por el canciller Jorge Taiana y la ministra de Producción, Débora Giorgi, entre otros funcionarios, y analizará con su par, Luiz Inácio Lula da Silva, las medidas propuestas la semana pasada para hacer frente a la caída del comercio bilateral, que fue del 45% en febrero.
También buscará una posición común frente a la Cumbre del G-20 del 1º y 2 de abril en Londres, en donde se tratará la reforma de organismos financieros como el Fondo Monetario Internacional (FMI) y el Banco Mundial (BM).
Los dos presidentes están de acuerdo con la necesidad de una reforma de estos organismos para dar voz y voto a los países emergentes en las decisiones de los organismos. Además, promueven el acceso a créditos sin condicionamientos y con tasas más flexibles para los países en desarrollo y la eliminación de los paraísos fiscales.
Pero la reciente reunión de Lula con el presidente de los Estados Unidos, Barack Obama, y el fuerte mensaje en favor de la liberalización comercial son temas que preocupan al gobierno local, que tiene sus reparos sobre las condiciones de las libertades comerciales, como se refleja en las negociaciones por la Ronda de Doha de la Organización Mundial de Comercio (OMC), punto en el que la Argentina y Brasil ya mostraron diferencias en el pasado, divergencias que permanecen irresueltas.

CUPOS DE EXPORTACIÓN. Mañana, ambos mandatarios darán el cierre en un seminario empresarial binacional en la sede de la Federación de Industrias del Estado de San Pablo (FIESP), donde se prevé la participación, en total, de unos 1.200 empresarios, contra los 800 calculados a fines de la semana pasada.
En ese marco, también darán el puntapié inicial en la negociación de cupos de exportación para algunos sectores sensibles, según se resolvió la semana pasada tras el primer encuentro del grupo de trabajo que busca resolver la caída del intercambio comercial.
Según informaron desde la cartera de Producción, el miércoles de la próxima semana se realizará en Buenos Aires una nueva reunión de la comisión de comercio bilateral –ahora presidida por Giorgi y su contraparte brasileña, Miguel Jorge–. En ese marco, comenzarán a negociarse los cupos de exportación entre los sectores sensibles acordados la semana pasada.
Pero antes, entre hoy y mañana, los funcionarios de ambos países volverán a analizar medidas conjuntas para evitar desvíos de comercio con China como mayor preocupación y la posibilidad de que haya facilidades para los exportadores argentinos para reequilibrar la balanza comercial, que dejó un déficit de u$s4.300 millones para el país el año pasado.
La semana pasada se indicó que el Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES), el Itaú y el Banco Nación están analizando la posibilidad de ofrecer créditos a tasas bajas, aunque los negociadores reconocieron que el proyecto “está verde”.
Fuentes de Cancillería indicaron que también se plantearán quejas de algunos productores como los de vacunas antiaftosa por las trabas paraarancelarias de Brasil.

MÉRITO INDUSTRIAL. Durante la visita a la sede de los manufactureros paulistas, Cristina Fernández recibirá una “condecoración al mérito industrial” de manos del presidente de la FIESP, Paulo Skaf –el mismo que hace un mes reclamaba represalias contra las medidas de protección de la producción de la Argentina–.

RECLAMOS EN EL MERCOSUR

La próxima semana habrá reunión del Mercosur en Paraguay y ése será el ámbito en el que el director de Asuntos Económicos de la cancillería uruguaya, Walter Cancela, presentará sus reclamos por las licencias no automáticas adoptadas por el gobierno de Cristina Fernández de Kirchner para hacer frente a la crisis.
El interlocutor local será el secretario de Comercio Internacional, Alfredo Chiaradia.
El encuentro del próximo miércoles 25 se dará en el marco del Grupo del Mercado Común del Mercosur pero según indicó el funcionario uruguayo, habrá un espacio bilateral para el diálogo.
Cancela aclaró también que no se trata de una queja formal.
También Paraguay, a través de su canciller, Alejandro Hamed, quien dijo que las restricciones argentinas “incomodan” a Asunción. La semana pasada Chiaradia defendió las medidas tras una reunión con Brasil y ratificó que no pueden calificarse de “proteccionistas” en función de la envergadura de las medidas que toman los países centrales para capear la crisis con inyecciones multimillonarias en sus economías.

PATRICIA VALLI