Archive for 19 noviembre 2009

Acerto com Argentina não resolve disputa comercial

noviembre 19, 2009

Autor(es): Gustavo Paul e Chico de Gois

BRASÍLIA. O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner não conseguiu chegar a uma solução imediata para o impasse em torno da imposição de licenças de importação de produtos entre Brasil e Argentina. Depois de duas horas de negociação ontem, os dois presidentes fecharam um compromisso tímido, que passa a valer apenas a partir de janeiro de 2010. Por este, os países se comprometem a limitar a 60 dias o prazo para liberação de mercadorias que não têm o privilégio de liberação automática nas aduanas — o que já determina a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os argentinos chegam a demorar até 180 dias para liberar produtos brasileiros. Isso, na prática, inviabiliza a exportação e cede espaço do Brasil no mercado argentino a terceiros competidores, especialmente a China.

Dessa forma, a reunião não resolveu o problema dos produtos brasileiros ainda retidos na fronteira do país vizinho, tampouco ajudará a liberar a entrada no Brasil de 35 produtos argentinos, como vinho, farinha de trigo e alho.

A divergência entre os dois países transpirou nos discursos presidenciais — diplomáticos mas repletos de recados a ambos os lados. Sem nomear especificamente a Argentina, o presidente Lula criticou o protecionismo na relação comercial entre os dois países. Para o presidente, a superação das divergências entre Brasil e Argentina passará por elevar as exportações argentinas e não reduzir as vendas brasileiras.

Lula defendeu mais financiamento à indústria argentina, para que exporte seus produtos para o Brasil e equilibre, dessa forma, a balança comercial, favorável ao Brasil, e alvo de críticas por parte dos vizinhos.

— O caminho a seguir é o incremento das exportações argentinas, não a diminuição das exportações brasileiras. Nossa resposta à crise deve ser mais comércio e mais investimentos; mais negócios e integração produtiva.

O protecionismo não é solução, apenas cria distorções difíceis de inverter — declarou o presidente durante o brinde em homenagem a Cristina Kirchner.

Lula e Cristina vão se reunir a cada 90 dias Em resposta, a presidente argentina lembrou que foi também política a decisão do país comprar 20 aviões da Embraer, formalizada no encontro. Ao mesmo tempo, ressaltou a diferença da situação econômica entre os dois países.

— Somos uma sociedade, é verdade, mas é certo que temos um sócio maior, produto do tamanho de sua economia. Por isso, é preciso mirar o conjunto.

Precisamos do desenvolvimento de ambos — disse Cristina, que ao encerrar o discurso fez um brinde “todo especial à inteligência de ambos”.

Ela também comemorou o fato de uma grande empresa brasileira ter decidido investir no país. Segundo fontes do governo, a empresa seria a Vale, que irá desenvolver uma mina de potássio naquele país.

Lula anunciou que as reuniões bilaterais entre ele e Cristina, que aconteciam semestralmente, passarão a ocorrer a cada 90 dias. E foi criada uma Comissão Ministerial integrada pelos respectivos chanceleres e ministros responsáveis das áreas de Economia, Fazenda, Produção e Indústria e Comércio.

Esse grupo se reunirá a cada 45 dias para avaliar a relação comercial

O Globo – 19/11/2009

Brasil e Argentina definem prazo para conceder licenças de importação

noviembre 18, 2009

BRASÍLIA – A concessão de licenças de importação não automáticas entre Brasil e Argentina deverá ser feita em até 60 dias, a partir de janeiro. Foi o que informou o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, após reunião de cúpula entre os dois governos, em que nenhuma barreira comercial foi retirada.

Miguel Jorge explicou que uma regra da Organização Mundial do Comércio (OMC) já define 60 dias como prazo máximo para a licença de importação, mas há demora tanto no Brasil como no país vizinho, chegando até 180 dias. Em comunicado, os dois governos anunciaram que produtos perecíveis deverão ter liberação mais rápida, a partir de 2010.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, também presente ao almoço que reuniu as delegações técnicas e empresários em torno dos presidente Luiz Inácio Lula da silva e Cristina Kirchner, saiu reclamando das licenças, entre outros tópicos.

“Existem distorções graves e injustas”, declarou Skaf, sobre casos setoriais de restrições impostas pelos portenhos, “inclusive procedimentos de dumping e licenças não automáticas”, citou. Mas Skaf procurou contemporizar, elogiando a abertura ao diálogo bilateral e afirmando ser necessário esperar algum tempo para ver os resultados concretos da reunião de hoje.

Na lista das decisões, foi criado um grupo interministerial para se reunir a cada 45 dias, a fim de buscar resolver dificuldades nas relações comerciais bilaterais.

(Azelma Rodrigues | Valor)

Argentina e Brasil não vão reduzir a tensão bilateral, diz Itamaraty

noviembre 18, 2009

Autor(es): Denise Chrispim Marin e Raquel Landim

Número de produtos sujeitos a licenças de importação no país vizinho subiu de 53 antes da crise para 411 hoje
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, da Argentina, não conseguirão distender o embate que contamina as relações bilaterais no encontro que terão hoje em Brasília. Para o Itamaraty, não há possibilidade de solução imediata para o imbróglio, causado pela decisão de Buenos Aires de impor licenças para a importação de produtos brasileiros – medida rebatida com iniciativa equivalente de Brasília a 35 bens argentinos, adotada mês passado.

A Argentina promoveu uma “escalada” de medidas protecionistas contra o Brasil. O número de produtos brasileiros sujeitos a licenças de importação no mercado argentino subiu de 53 em setembro de 2008, antes do impacto da crise global, para 411 neste mês, revela estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Cristina desembarcou na noite de ontem em Brasília trazendo a ameaça de levar a represália brasileira ao tribunal de solução de controvérsias do Mercosul. O governo argentino argumenta que o Brasil descumpriu a regra do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt), que determina a divulgação prévia da adoção de licenças não-automáticas. Para o Brasil, o contencioso escamotearia uma questão mais profunda – a necessidade de reestruturação de setores argentinos que requerem proteção comercial há duas décadas.

Não vejo como o assunto possa ser resolvido de imediato”, afirmou ontem o embaixador Enio Cordeiro, subsecretário de Assuntos de América do Sul do Itamaraty, depois de ser sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre sua indicação para a representação do Brasil em Buenos Aires. “Mas não vejo como um país pode fazer administração de comércio por décadas e décadas. Essas medidas são tomadas, necessariamente, em um horizonte temporal.”

Em médio prazo, o embaixador acredita ser possível negociar um cronograma de eliminação gradual das barreiras bilaterais. Aos senadores, Cordeiro confirmou que o comércio Brasil-Argentina em 2009 terá uma inevitável queda, a primeira desde 2002. De janeiro a outubro, as trocas caíram 30,5%, em relação a igual período de 2008. A recuperação é esperada apenas para 2010, em razão da retomada do crescimento, mas as barreiras, em princípio, continuarão em vigor.

Cordeiro argumentou que o Brasil “foi levado” a adotar as medidas de licenciamento para os produtos argentinos. Fabricantes de móveis e calçados relatam que a liberação das licenças pela Argentina só se tornou mais ágil depois que o Brasil retaliou. Mas persistem problemas. Em autopeças e têxteis, as exportações de alguns itens seguiam paralisadas até ontem.

O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Calçadista (Abicalçados), Heitor Klein, disse que a Argentina acelerou a importação de calçados, “mas não recuperou o fluxo normal”. Segundo ele, 2 milhões de pares, previstos para embarque entre junho e novembro, estão à espera de licenças.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Móveis (Abimóvel), José Luiz Fernandez, confirmou que a liberação de licenças está normal. Na semana passada, a Argentina retirou a exigência para que a importação de móveis recebesse visto consular.

Conforme a consultoria Abeceb.com, as medidas protecionistas da Argentina atingem hoje 17,3% das exportações brasileiras para o país. Em setembro de 2008, antes da crise, as medidas prejudicavam 6,8% das exportações brasileiras.

Os empresários argumentam que as medidas argentinas provocam desvio de comércio e favorecem a China. De janeiro a outubro, a exportação de produtos sujeitos a licenças para a Argentina caiu 53% em relação a igual período de 2008. Já as vendas dos mesmos itens chineses cederam 38%.

Os acordos de restrição de exportações aceitos pelos setor privado foram incapazes de conter o protecionismo da Argentina. Quando o primeiro compromisso foi selado, em abril, o número de produtos sujeitos a licença de importação estava em menos da metade do atual: 196.

Para alguns setores, não há solução à vista. As vendas de baterias, embreagens e freios estão paralisadas, relata Antonio Carlos Meduna, negociador do Sindicato da Indústria de Autopeças (Sindipeças). No início de novembro, o Brasil adotou restrições para autopeças argentinas, atingindo o setor mais importante do comércio bilateral. “Se não melhorar, talvez o governo tenha de endurecer mais. Mas vamos dar um voto de confiança e aguardar a reunião”, disse Meduna.

Na reunião de hoje em Brasília, Cristina Kirchner e Lula deverão assistir à assinatura de apenas três acordos de menor relevância e revisar as metas ambiciosas de integração bilateral fixadas no fim de 2007.

O Estado de S. Paulo – 18/11/2009

”Licenças argentinas são embromação”

noviembre 18, 2009

Skaf diz ainda que são vergonhosas as bases de antidumping e que o país aplica medidas de defesa comercial politicamente

Entrevista
Paulo Skaf: presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, fez pesadas acusações à Argentina. Em entrevista ao Estado, ele disse que o governo local promove acordos de preço. “No Brasil, isso dá cadeia.” Skaf afirmou ainda que as licenças de importação do país vizinho são uma “embromação” e classificou as bases técnicas dos processos antidumping de “vergonhosas“. A seguir, trechos da entrevista:

Qual é o impacto das medidas da Argentina para a indústria?

Esses produtos em que temos problemas com a Argentina representam 10% do comércio. Muitas vezes os argentinos argumentam que é só 10%. Mas, se você analisar setorialmente, agride muito. Tem muita injustiça no têxtil, trigo, nos calçados e eletroeletrônicos. A Argentina dificulta a exportação de trigo para o Brasil, estimula a oferta no mercado local, o grão cai de preço. Os moinhos argentinos compram trigo barato. É um primeiro subsídio. Na hora de vender para o Brasil, o trigo paga 23% de tarifa e a farinha, 13%. Chega farinha de trigo quase ao preço do grão e isso inviabiliza o setor moageiro no Brasil. Na área têxtil, tem o caso do fio de acrílico. Foi feito um processo de dumping, colocada uma sobretaxa, com bases técnicas vergonhosas. Não há a preocupação em fazer as medidas com critérios rigorosos. Quando politicamente querem atender, fazem do jeito que for e impõem uma sobretaxa.

Ocorreu desvio de comércio?

Em alguns casos, sim. Porcentualmente, eles deixaram de comprar mais do Brasil do que a China. Deveria ser o inverso. Esse é o espírito do Mercosul.

A Argentina está errada em defender a sua indústria?

No caso do fio de acrílico, quando criaram obstáculos, a indústria deles estava trabalhando a todo vapor. Não adianta defender uma indústria que não se modernizou, que só quer protecionismo e não investe.

Qual é avaliação da Fiesp sobre a retaliação feita pelo Brasil?

O governo brasileiro até que foi muito tolerante e paciente. Eles não mudaram de atitude. Fez muito bem o governo brasileiro de endurecer o caldo. Ao invés de a Argentina se preocupar em defender uma ou duas fábricas, deveriam se preocupar com o consumidor e com a inflação argentina. Licença não automática pode ser lida como embromação. No dumping, antes de começar o processo, já tem decisão política. A empresa brasileira faz uma defesa de mil páginas que eles nem leem. Fazem acordos setoriais de preços, que é um desrespeito ao consumidor argentino. No Brasil, isso dá cadeia. Se juntar para combinar preço é crime. Lá o governo estimula as pessoas a combinarem preço para lesar o consumidor argentino.

O governo brasileiro demorou para reagir?

O entendimento e o diálogo nem sempre é eficaz com a Argentina. É preciso posições mais firmes, quando nosso parceiro interrompe o diálogo e arbitra castigos para as empresas brasileiras. Esse tipo de medida não parte do Brasil. Eles atendem a 80% do nosso mercado de aerossóis e não colocamos cota nenhuma.

O sr. recebeu a presidente Cristina Kirchner na Fiesp e disse que era preciso ter paciência. Por que mudou de ideia?

Não mudei de ideia. Teve um período no ano passado que a Argentina tinha uma crise política e econômica forte. Eu defendi, nesse período, priorizar a colocação de produtos feitos lá, com preço e qualidade compatível. Ter um pouco de tolerância. Amém. Mas, ao invés de melhorar, piorou. Não adiantou nada, porque não há reconhecimento disso.

Qual é a sua expectativa da reunião dos presidentes?

Minha expectativa é que os presidentes acertem um clima de entendimento e volte o espírito do Mercosul de parceira. Eles receberem produtos brasileiros não é um favor. Nós investimos para atendê-los. É hora do desarmamento.

O sr. é favorável à entrada da Venezuela no bloco?

Contra a Venezuela ninguém tem nada. O povo venezuelano merece respeito. Mas existe hoje um presidente polêmico. Se a Venezuela respeitar os tratados, não podemos fulanizar um país. Mas o que não pode é alguém chegar falando o que não deve.

O sr. será candidato em 2010?

Não sei. Só no ano que vem será resolvido. Eu me filiei ao PSB. O partido me convidou com a intenção de ser candidato ao governo do Estado. Eu aceitei me filiar, mas, quanto ao convite, ainda temos tempo até o ano que vem.

O Estado de S. Paulo – 18/11/2009

Lula e Cristina Kirchner estão perto de acordo sobre barreiras

noviembre 18, 2009

Autor(es): Sergio Leo
Com forte disposição para chegar a um acordo sobre as barreiras comerciais impostas entre os dois países, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Cristina Kirchner, se reúnem hoje para dar o veredito sobre propostas desenvolvidas nos últimos dias por técnicos e diplomatas dos governos argentino e brasileiro. O acordo, se acertado, pode envolver um compromisso formal de liberação, em no máximo 60 dias, para produtos submetidos a licença prévia, e comunicação antecipada entre ambos antes da imposição de nova barreira.

Nos últimos dias, os dois governos discutiram internamente as propostas a serem levadas aos presidentes. Não conseguiram acordo, mas houve concessões de lado a lado. No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, favorável a endurecer a negociação caso não haja retirada imediata da maioria das barreiras comerciais argentinas, já aceita uma redução gradual, mas não abre mão de um cronograma para eliminação das licenças prévias exigidas no comércio bilateral. A Argentina não se queixará das licenças prévias por parte do Brasil, desde que produtos perecíveis, como alho e maçã, sejam retirados da lista.

Os argentinos encaminharam ao governo brasileiro a reivindicação de que seja publicada com antecedência de 21 dias qualquer nova medida de restrição a importações que afetem produtos da Argentina. O Ministério do Desenvolvimento e o Itamaraty não aceitam a reivindicação, com o argumento de que o sistema de comércio exterior brasileiro é automatizado, não prevê publicação impressa de normas. Em Brasília, aceita-se, porém, um meio termo, a comunicação prévia, com antecedência de 21 dias, ao governo argentino, sobre eventuais novas medidas protecionistas.

Lula deve insistir na liberação imediata dos produtos que estejam esperando há mais de 60 dias pela licença prévia e quer garantias de que não haverá novas barreiras. Outros temas, como o imposto de “bienes personales” cobrado pela Argentina dos exportadores poderá ser mencionado, como o fez Lula nos encontros anteriores com Cristina Kirchner, mas não se prevê discussão sobre o tema, nem decisões nesse caso.

Como demonstração do espírito de conciliação nos dois governos, o Brasil anunciou a liberação de importação de vacinas antiaftosa da Argentina, após mais de dez anos de proibição, e os argentinos retiraram a exigência, aos exportadores brasileiros, de vistos consulares que atrasavam e encareciam a venda de produtos como móveis.

A necessidade de acabar com as barreiras comerciais entre os dois maiores sócios do Mercosul e o estabelecimento de políticas para lidar com os setores beneficiados pelo protecionismo na Argentina foram defendidos ontem pelo futuro embaixador do Brasil na Argentina, Ênio Cordeiro, na sabatina a que foi submetido na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Elogiado até pela oposição e aprovado por unanimidade, Cordeiro minimizou os atritos comerciais que, disse, alcançam a menor parte do comércio bilateral e não afetam o bom entendimento político dos governos.

“Queremos ver um retorno às condições anteriores à crise, provavelmente isso não será possível de imediato”, comentou, à saída. “Mas isso deve ser interesse da Argentina, nenhum país pode pretender fazer administração de comércio por décadas”, acrescentou, confirmando que o governo quer prazo para eliminar as exigências de licenças prévias no Mercosul.

“Apesar de algumas questões pontuais no comércio, certamente nunca tivemos melhor momento em nossas relações políticas”, disse Cordeiro, um dos mais respeitados negociadores do Itamaraty, responsável pelas negociações que acalmaram as reivindicações do Paraguai sobre a usina de Itaipu.

Valor Econômico – 18/11/2009

Se acerca período de negociaciones de distintas velocidades

noviembre 13, 2009

Argentina, a través del secretario de Comercio y Relaciones Internacionales de la Cancillería, Alfredo Chiaradía, participó en la Reunión Técnica entre los representantes del Mercosur y la Unión Europea, donde se acordó, según un comunicado del Palacio San Martín, promover una relación más ambiciosa entre los países integrantes de ambos bloques. Bajo la mirada de analistas, como los de Fundación Garantizar, huelga lograr un consenso hacia dentro del MERCOSUR acerca de cómo encarar esta negociación, así como son distintas las percepciones del impacto que podría tener el acuerdo sobre la producción regional.

El encuentro, que se llevó a cabo en Lisboa, Portugal, del 4 al 6 de noviembre, se desarrolló en el marco de las extensas tratativas del capítulo comercial de un acuerdo de asociación birregional, a fin de evaluar las posibilidades de alcanzar un acuerdo de libre comercio entre los referidos bloques durante el año que viene.

Sin embargo, en opinión del informe Garantizar, hacia dentro del MERCOSUR no existe todavía un consenso acerca de cómo encarar esta negociación y, mucho menos, respecto del impacto que podría tener sobre la producción regional.

Por su parte, con el objetivo de cerrar un acuerdo de libre comercio con la Unión Europea (UE) en 2010, el sector industrial brasileño está dispuesto a realizar concesiones más significativas y en menores plazos que los demás socios del MERCOSUR, aunque siempre dependiendo de las contrapartidas europeas ofrecidas en el área agrícola.

Esta posición brasileña fue divulgada por el Director de las Negociaciones Internacionales de la Federación de las Industrias del Estado de Sao Pablo (FIESP), Mario Marconini.

Adicionalmente, el referido funcionario de la entidad fabril, consideró que Brasil estaría dispuesto a mejorar las ofertas tanto en el área industrial como en la de servicios sobre todo teniendo en cuenta que con la entrada de Venezuela al MERCOSUR, se podría sumar un socio más (junto a la Argentina) para resistir esta negociación.

Para el referido representante, entre las principales modificaciones desde la última negociación (2006), la UE ya no exige negociar con el MERCOSUR “como unión aduanera completa”, sino que ahora podría aceptar por separado las concesiones distinguidas de los países del bloque. Sin embargo, según la normativa vigente del MERCOSUR, sus Estados parte sólo pueden negociar en conjunto, estando vedados los acuerdos bilaterales.

A pesar de ello, se estima que el MERCOSUR negociaría en bloque alrededor del 70% del total del acuerdo comercial, mientras que entre el 20% y el 30% restante de las concesiones se realizarían en forma individual por cada uno de sus miembros.

Con este esquema, parece que el bloque está decidido en avanzar en el acuerdo, aunque se estima que la UE no mejoraría tanto la oferta presentada en el 2006. Cabe recordar que en aquel año, las principales divergencias se ubicaron en la carne aviar (ya que la UE había ofrecido unas 100 mil toneladas, mientras que el MERCOSUR exigía el triple), la carne vacuna (los europeos propusieron 11 mil toneladas y el bloque buscaba el doble), el maíz (700 mil toneladas por año contra 3.5 millones de toneladas) y el arroz, con una diferencia de 110 mil toneladas.

Por último, es importante que en el marco de la presente negociación comercial, Argentina arribe a un acuerdo que no amenace a los diferentes sectores industriales que podrían verse perjudicados por la competencia de productos europeos y la consecuente pérdida en la participación en el mercado interno, advierte la Fundación Garantizar.

Texto del comunicado final consensuado

“Los representantes del MERCOSUR y de la Comisión europea se encontraron en Lisboa entre el 4 y 6 de noviembre a efectos de evaluar el estado de la negociación del capítulo comercial del Acuerdo de Asociación UE-MERCOSUR.

Ambas partes confirmaron su compromiso de negociar un acuerdo de libre comercio equilibrado y ambicioso.

Estas reuniones han sido útiles y bienvenidos para ambas Partes. Permitieron un intercambio sobre las expectativas y las posiciones en los diferentes capítulos cubiertos en el Acuerdo. Del mismo modo, permitieron identificar mejor los temas que aún restan clarificar antes de tomar una decisión para el relanzamiento de la negociación.

Ambas Partes acordaron seguir trabajando en esa dirección y volver a encontrarse en los próximos meses”.

[mercosurabc]

1a Brasil barra autopeças argentinas

noviembre 12, 2009

Raquel Landim
Disputa chega ao setor mais importante no comércio entre os dois países e eleva o número de produtos atingidos para 35
O Brasil elevou o tom do conflito com a Argentina e começou a retaliar no setor automotivo. O governo brasileiro está exigindo licenças de importação para algumas autopeças argentinas, o que, na prática, significa barrar a entrada. O setor automotivo é muito sensível, porque representa quase 40% do comércio entre os dois países.

A lista de autopeças sujeitas a licenças no Brasil inclui caixas de marcha, partes de aparelhos de ar condicionado, filtros de óleo de motores, baterias e partes de dispositivos elétricos de ignição. Segundo uma fonte do setor privado, os produtos foram “escolhidos a dedo” para que as fabricantes de autopeças na Argentina reclamem com o governo local.

O Brasil está aumentando a lista de produtos vindos da Argentina sujeitos a barreiras, o que provoca uma fila de caminhões na fronteira. As licenças começaram a ser aplicadas pelo País em meados de outubro para 15 produtos, como farinha de trigo, vinho e frutas. Na semana passada, quando foram incluídas as autopeças, a lista chegava a 35 itens.

O objetivo é elevar a pressão até a chegada da presidente Cristina Kirchner, na próxima quarta-feira, dia 18 de novembro, para que a Argentina retire os entraves contra os produtos brasileiros. Ela vai se reunir com o colega Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.

As barreiras adotadas pelo Brasil são uma retaliação contra as licenças de importação aplicadas pela Argentina após a crise global, que já atingem 767 itens, o que significa 17,3% das exportações brasileiras para o país, conforme cálculo da consultoria Abeceb.com.

A burocracia argentina prejudica a exportação brasileira de diversos setores, como calçados, têxteis, linha branca e autopeças. A principal reclamação do setor privado é que as restrições provocam desvio de comércio a favor da China.

Os empresários brasileiros aceitaram “voluntariamente” restringir as vendas, mas o governo argentino descumpriu os acordos e não respeita o prazo de 60 dias da Organização Mundial de Comércio (OMC) para a liberação das licenças.

No caso das autopeças, o governo brasileiro decidiu retaliar dentro do próprio setor, por causa de sua importância para o comércio. As exportações de baterias, freios e embreagens para a Argentina estão paralisadas desde 14 de setembro. Até ontem, não havia sido liberada nenhuma licença de importação para esses produtos e poucos importadores tinham conseguido se cadastrar.

As barreiras de ambos os lados preocupam as montadoras, porque, se persistirem, podem prejudicar o abastecimento das fábricas no Brasil e na Argentina, por causa do alto grau de integração dos dois países.

“O caminho para o Mercosul é a negociação e o entendimento. É preciso previsibilidade para produzir”, disse o vice-presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Sérgio Martins Mello.

Segundo o gerente geral da Associação das Fábricas Argentinas de Componentes (Anfac), Juan Cantarella, o problema não é generalizado, mas “pode causar problemas de abastecimento nas unidades do Brasil”, se não for resolvido.

Os fabricantes brasileiros de autopeças aplaudiram a medida. “Dessa maneira, o governo argentino vai entender bem o recado“, disse o presidente da Sindicato da Indústria Brasileira de Autopeças (Sindipeças), Paulo Butori. Ele argumenta que as indústrias locais têm condições de suprir o que não vier da Argentina.

No mercado argentino, onde as barreiras às autopeças brasileiras já duram quase dois meses, as empresas relatam desabastecimento para a reposição. Os importadores aumentaram as compras do Brasil antes da exigência de licenças, mas os estoques estão perto do fim.

Ainda não houve interrupção na produção de veículos no país vizinho. Se importarem diretamente, as montadoras terão o produto liberado, mas a opção cria problemas nas fábricas dessas empresas, que não trabalham com estoques.

Fuente: Estado do Sao Paulo

Buscan sortear la concentración de las ventas a Brasil

noviembre 12, 2009

En menos de una semana, la presidenta Cristina Fernández viajará a Brasil para reunirse con su par, Luiz Inácio da Silva, en uno de sus habituales encuentros bilaterales, que como también es costumbre vuelve a estar marcado por las disputas comerciales.
En los últimos días, según fuentes oficiales, se sucedieron las reuniones entre Cancillería e Industria para allanar el terreno. También involucraron a la Agencia de Inversiones en el marco de la agenda permanente bilateral. En tanto, en reuniones con representantes del sector privado, los funcionarios reconocieron la necesidad de diversificar mercados para evitar la dependencia de Brasil.
Entre los sectores con mayor concentración de sus ventas en el mercado verde amarelo se destacan las automotrices y autopartistas, las ventas de trigo y harinas, lácteos y derivados, químicos, petroquímicos, plásticos y siderurgia.
“En el sector automotor se nota más la concentración, ya que antes tenía más mercado en México o en Chile”, analizó Mauricio Claverí, economista de Abeceb. “En general, son sectores que tradicionalmente tuvieron una alta concentración de ventas a Brasil”, agregó.
En los primeros nueve meses del año, sobre un total de u$s41.127 millones en exportaciones, las ventas a Brasil representaron u$s7.878 millones, pero el cuadro es más pronunciado cuando se analizan las manufacturas de origen industrial.
En las ventas de productos industriales, que en nueve meses ascendieron a u$s13.282 millones, el 40% estuvo dirigido a Brasil, con ventas por 5.237 millones de dólares. Las exportaciones de este sector representan el 66,4% de los envíos totales al socio mayor del Mercosur, según lo indican los datos del INDEC.
Para poner la cuestión en perspectiva, en tanto, los funcionarios de la Argentina y Brasil coinciden en remarcar que la pugna entre los privados de los dos países abarca alrededor del 7% del comercio bilateral.
Según los relevamientos de la consultora de Dante Sica, Brasil tiene cubierto con licencias no automáticas el 55% del nomenclador arancelario para los productos que la Argentina exporta a ese país.
Las últimas resoluciones impactan “dentro del 6 o 7% de las exportaciones argentinas a Brasil”, señaló Claverí, que explicó que si bien la proporción siempre fue la misma, Brasil generalmente liberaba las licencias en 48 horas.
En tanto, la estimación de los economistas privados es que el total de baterías de protección a la industria argentina abarca al 17% de las ventas de Brasil a la Argentina. “Sólo por licencias no automáticas calculamos que está en el orden del 10%”, indicó Claverí.

MONITOREO. En cuanto a la resolución de los conflictos bilaterales, el economista especializado en comercio exterior y en la relación con Brasil, evaluó que “la comisión de monitoreo ha funcionado muy bien hasta ahora para impulsar los acuerdos entre privados. Se aplican desde 2004 y con buenos resultados”.
El reclamo argentino a Brasil por la aplicación de licencias no automáticas a una serie de productos perecederos, que originó que unos quinientos camiones quedaran varados en la frontera, se basó en la falta de aviso previo para la aplicación de las licencias, que deben ser solicitadas por los importadores en los países de destino de la carga.

FUENTE: Buenos Aires Económico

Italia quiere acelerar acuerdo bilateral entre Brasil y UE

noviembre 11, 2009

Italia no está dispuesta a esperar los países-miembros del Mercosur para construir un acuerdo de libre comercio entre el bloque sudamericano y la Unión Europea (UE). Delante de la indefinición de los compañeros de los brasileños, y del horizonte de éxito cada vez más distante de la Rodada Doha, el subsecretario italiano de Comercio Exterior, Adolfo Urso, afirmó ayer que va a presionar la UE para entrar en entendimiento bilateral directamente con Brasil, brincando la etapa de negociación entre los dos bloques, así como los países europeos hicieron con Chile, el año pasado, y buscan hacer con Corea del Sur e India.

Segundo Oso, la propuesta de acuerdo de libre comercio entre UE y Brasil será presentada al Consejo Europeo de Comercio por el gobierno italiano en el próximo el día 30 y tiene buenas oportunidades de avanzar. “Italia siempre sustentó posición de relanzamiento de un acuerdo comercial de libre comercio entre Unión Europea y Mercosur, que es ventajoso para Europa y el área del Mercosur. Pero hoy eso está parado y es difícil relanzar, por ello conversamos con el ministro Guido Mantega Caserío y con el ministro-interino del Desarrollo, Ivan Ramalho el titular Miguel Jorge está en misión empresarial en África, sobre la hipótesis de Brasil entrar en una negociación más concreta, más factible, más fácil de cerrar: un acuerdo bilateral entre UE y Brasil“, dijo Oso, que participó del Foro Empresarial Brasil-Italia, organizado por la Federación de las Industrias del Estado de São Paulo (Fiesp).

Regalo al evento, el presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestó apoyo a la iniciativa al elogiar la cooperación y lo esfuerzo de gobiernos y empresas de los dos países para hasta triplicar en los próximos años el actual flujo comercial, de US$ 10 mil millones – sólo 1% del total de importaciones y exportaciones de Brasil e Italia. El presidente dijo también que está optimista con la mudanza de presidencia de la UE, que será asumida por España en 2010. “Es un país extremadamente favorable para resolver las cuestiones bilaterales.”

El representante del gobierno italiano minimizó polémica con Argentina y otros países del Mercosur a causa de la costura de un acuerdo directamente con el Brasil y no adelantó temas como bajada de tarifas y caída de barreras a productos brasileños en Europa. “Los acuerdos entre países pueden ser hechos sin afectar las negociaciones multilaterales. En la reunión de la G-8 en Italia, en 2008, Brasil demostró compromiso para alcanzar un acuerdo bilateral en 2010.”

Ya Roberto Giannetti da Fonseca, director de relaciones internacionales y comercio exterior de la Fiesp, cree que agujerear cola puede traer complicaciones para “el ya complicado” proceso de negociación del Mercosur. “Va a causar alguna polémica, que Brasil tendrá que enfrentar. Y nadie todavía midió el efecto de la entrada de Venezuela en las negociaciones multilaterales. Será un raro en un nido ya tumultuado”, evalúa Giannetti, acrecentando que lo gobierno Chávez necesita superar varias dificultades.

“Venezuela nunca negoció tarifa externa común (TEC) dentro del bloque, imagina fuera. Es un país desaliñado del mundo en relación a las tarifas aduaneras”, dice Giannetti. Según él, “Brasil necesita liberarse de las amarras del Mercosur, una vez que las negociaciones en bloque están cada vez más difíciles de sean cerradas.”

FUENTE: Valor Economico

Senado brasileño vuelve a dilatar ingreso de Venezuela a Mercosur

noviembre 11, 2009

Una vez más, el Senado brasileño acordó ayer postergar la votación sobre el ingreso de Venezuela al Mercosur, prevista para hoy, debido al “clima” creado por el presidente venezolano, Hugo Chávez, al advertir de una posible “guerra” con Colombia. La aprobación del Senado es el último paso que Venezuela necesita atravesar para superar el “capítulo Brasil” y entrar en el bloque como socio pleno, ya que el ingreso ya fue validado por la Cámara de Diputados y tiene dictamen de comisión en la Cámara alta. Una vez que Brasil de el “OK”, aún falta la aprobación del Congreso de Paraguay, según el régimen que rige al Mercorsur, dado que la Argentina y Uruguay ya lo aprobaron.

FUENTE: Cronista Comercial