Governo terá nova estratégia para as exportações

Presidente pretende deixar de lado a batalha pela mudança nas regras comerciais internacionais e apostar no pragmatismo para ganhar mercado

 

A presidente Dilma Rousseff vai adotar uma nova estratégia de promoção de exportações, baseada não na eterna esperança de vencer a batalha pela mudança nas regras comerciais internacionais, mas no pragmatismo e necessidade de encontrar oportunidades de expansão das exportações em clima de estagnação e de protecionismo globais.

O Estado teve confirmações de que o Itamaraty, Apex e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior prepararam, sob orientação da cúpula do governo, a estratégia que será adotada até 2014. O texto do plano já está pronto e deve ser divulgado em poucas semanas.

O ponto de partida da nova política comercial é de que as negociações na Organização Mundial do Comércio, entre a Europa-Mercosul e outras iniciativas parecidas não têm possibilidade de dar resultados no curto prazo.

Oficialmente, o Brasil não pode dizer que a Rodada Doha morreu, após dez anos de negociações. Mas, na prática, já coloca em andamento uma alternativa e deu um sinal claro de que a OMC não é prioridade: o chanceler Antonio Patriota levou nove meses para sua primeira visita à entidade e, mesmo assim, manteve apenas 30 minutos de conversa com seu diretor, Pascal Lamy.

Segundo diplomatas que participaram da elaboração da nova estratégia, o Brasil não ganhará espaço se depender de novas regras, do fim dos subsídios e nem mesmo de um câmbio mais favorável. A nova estratégia, segundo diplomatas, tem as marcas de Dilma: é baseada no pragmatismo e na busca por resultados.

A ideia é já ter um plano quando o governo for cobrado sobre o que fará diante da derrubada dos projetos de livre comércio pelo mundo. No governo, projeções mostram que a crise global freará qualquer tendência liberalizante por alguns anos. A meta, portanto, é focar esforços na promoção comercial, buscar nichos de mercado e economias em expansão e pouco exploradas.

O governo, porém, insiste que não está abandonando mercados maduros, como EUA e Europa. Mas o levantamento indicou 33 mercados que estarão no foco do Brasil até 2014, em estudo que cruzou dados sobre as exportações do País e a taxa de crescimento de mercados.

O Sudeste asiático será alvo da nova estratégia, como uma das regiões que mais crescerão até 2014. A China também é outra prioridade. E os países árabes aparecem como outro pilar da estratégia. A queda de governos como o do Egito, Tunísia e Líbia promete abrir novas possibilidades de negócios que o governo não quer perder.

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