Archive for 19 septiembre 2012

Paulo Skaf diz que esforço da Fiesp visa aproximar empresas brasileiras e argentinas

septiembre 19, 2012

Ao lado de Guillermo Moreno, secretário de Comércio Interior argentino, presidente da Fiesp afirma que Brasil deve concentrar esforços não em vender menos, mas em comprar mais dos vizinhos

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp. Foto: Junior Ruiz

Em entrevista coletiva, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, comentou a visita de aproximadamente 120 empresários argentinos do setor de autopeças para mais uma rodada de negócios bilaterais. A delegação veio acompanhada pelo secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno.

Veja os principais trechos da coletiva:

Objetivo da rodada de negócios

“Essa reunião reflete aquilo que nós combinamos na reunião passada. Identificamos [em uma pesquisa] que poderíamos melhorar o fluxo de comércio entre o Brasil e a Argentina porque muitos produtos que o Brasil importava de terceiros países poderiam ser comprados da Argentina e muitos produtos que a Argentina compra de terceiros países poderia comprar do Brasil. Então, a nossa meta não era a Argentina comprar menos do Brasil – é comprar mais. Mas o Brasil também comprar muito mais da Argentina, buscando maior equilíbrio na balança comercial. Ficamos desde 2005 em superávit comercial com a Argentina. E no ano passado tivemos US$ 5,8 bilhões como superávit. Temos que entender que a Argentina é nossa vizinha e nossa parceira no Mercosul.”

A pesquisa

“A principal razão de as empresas brasileiras não estarem comprando mais produtos argentinos era o desconhecimento. Então, nosso esforço é no sentido de juntar empresas brasileiras e argentinas para que elas se conheçam mais, realizem mais negócios e melhorem nossas relações.”

Avaliação do encontro

“Recebemos 105 empresas argentinas. Estão [na Fiesp] também 90 empresas brasileiras. São cerca de 200 empresas argentinas e brasileiras que realizaram durante o dia 1.200 reuniões produtivas. De acordo com relatórios que recebi, havia, em cada mesa, um tempo de meia hora [para as negociações], e houve casos de reuniões em que as pessoas pediam para ficar mais, ou seja, os encontros foram proveitosos.”

Próximos passos

“Esse é um trabalho que temos que intensificar mais. Ainda esta semana vamos receber um grupo argentino apresentando os projetos de investimentos que terão em hidrelétricas na Argentina para que tenhamos também uma integração no setor de infraestrutura.”

Arestas

“Há um diálogo bom com o governo argentino hoje com o secretário [Guillermo] Moreno. Ele reiterou que não vai aceitar qualquer desvio de comércio, ou seja, a Argentina deixar de comprar do Brasil para comprar de um terceiro país. Nós combinamos que qualquer fato concreto nesse sentido, que seja demonstrado e que ele tomará providências. E, da mesma forma, o Brasil também não pretende deixar de comprar produtos argentinos para comprar de terceiros países. E essa relação boa é importante para que a gente possa melhorar cada vez mais nosso Mercosul.”

 Aumento da alíquota de importação

“As alíquotas que aumentaram [em 25%] foram dentro dos limites internacionais, mas, sem dúvida nenhuma, o governo brasileiro fez um estudo criterioso de produtos cujas importações estavam com crescimento absurdo e que estávamos com dificuldades de exportar e cujos preços haviam caído. Enfim, dentro de certas características técnicas, foram escolhidos 100 produtos e me parece que isso é positivo para o Brasil. Não resolve o problema, mas vai ajudar.”

Moeda local nas negociações bilaterais

“Isso não depende de uma discussão nossa, é dos bancos centrais do Brasil e da Argentina. Se perguntarem a minha opinião, estou de acordo em encontrarmos um caminho para podermos ter o comércio em moeda local. Isso, sem dúvida nenhuma, destravaria totalmente o comércio entre os dois países. Seria em peso de um lado e em real de outro lado. (…) Daria para a Argentina um total interesse de ampliar e muito as nossas compras. A Argentina é um grande cliente de manufaturas brasileiras e beneficiaria a todos nesse momento. O Brasil, nesse momento, está com mais de US$ 2 bilhões de superávit com a Argentina em manufatura, então nós devemos fechar esse ano em torno de US$ 3 bilhões de superávit. E a balança de manufaturas com o mundo é de US$ 100 bilhões negativos, então, sejamos justos.”

Moreno en Brasil: “Se están resolviendo los obstáculos”

septiembre 19, 2012

AGENCIAS San Pablo

El secretario argentino de Comercio Interior, Guillermo Moreno, dijo hoy que los “obstáculos” que dificultaban el intercambio comercial entre Brasil y Argentina se están resolviendo y aseguró que hace “muchas décadas” que América Latina carece de voz en el debate económico mundial.

“Creo que se están resolviendo todos los obstáculos”, dijo Moreno, quien explicó que observa un clima de “participación” entre empresarios de ambos países y resaltó que si el proceso de intercambio comercial se llevara a cabo en “moneda local” sería un “avance muy relevante tanto para el comercio brasileño como para el comercio argentino”.

El funcionario también declaró que “hace muchas décadas que América Latina no opina, no participa del debate mundial en términos económicos”.

Moreno hizo estas declaraciones durante una visita a la Federación de Industrias del Estado de Sao Paulo (Fiesp) acompañado de una delegación integrada por un centenar de empresarios argentinos del sector de los componentes de automoción.

Sobre la posibilidad de llevar a cabo intercambios comerciales en moneda local, el presidente de la Fiesp dijo que “sin duda eso destrabaría el comercio” entre ambas partes.  

La FIESP propone comprar más autopartes de la Argentina

septiembre 19, 2012
EL CRONISTA Buenos Aires

Interesados en mantener abierta la puerta de su tercer mercado después de China y Estados Unidos, los industriales brasileños propusieron elevar sus importaciones de la Argentina. Y comprar más autopartes es una de las fórmulas propuestas por la Federación de Industrias de Sao Paulo (Fiesp) para evitar nuevas trabas. “Si hay un desequilibrio en la balanza, tenemos que esforzarnos no vendiendo menos, sino comprando mas”, señaló el presidente de la entidad, Paulo Skaf.
La Fiesp calcula que Brasil podría aumentar un 35% sus importaciones de varios productos argentinos en los próximos tres años, agregando u$s 6.000 millones al flujo comercial. Las autopartes fabricadas en todo el Mercosur son consideradas regionales. La institución prevé otra ronda de negocios con empresarios argentinos a mediados de octubre, aunque de la industria farmacéutica.

Governo aumenta imposto sobre a importação de cem produtos

septiembre 5, 2012

JULIA BORBA
DE BRASÍLIA

O governo decidiu proteger a indústria nacional aumentando o imposto de importação sobre cem itens que abastecem a cadeia produtiva brasileira, em áreas como siderurgia petroquímica, alimentos e medicamentos. Entre eles: batata, pneu, papel, móveis e vidros. A medida começa a vigorar no fim do mês.

Pelas regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), o teto para elevação das alíquotas é de 35%. Na lista divulgada nesta terça-feira (4) pelo governo, o maior percentual aplicado é de 25%.

A elevação tarifária é temporária e pode ser adotada por 12 meses — prorrogáveis por igual período.

De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os itens que tiverem os tributos aumentados passarão por monitoramento do ministério. Caso haja aumento nos preços para o consumidor, a alíquota será derrubada “imediatamente”, destacou.

“O aumento do imposto serve para estimular a produção nacional, mas também vamos fiscalizar”, disse. “Se houver aumento no valor desses itens no mercado interno, isso vai criar inflação e não queremos isso”, completou.

O aumento das taxas para os 100 produtos faz parte de uma política aprovada desde o ano passado pelo Mercosul.

Pela regra, os países que fazem parte do bloco econômico deveriam praticar as mesmas taxas de importação. No entanto, desde dezembro de 2011, passou-se a aceitar algumas exceções. Antes limitadas em 100, agora chegam a 200.

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, explicou que a segunda parte da lista, com os próximos 100 itens, ainda está em fase de elaboração e deve ficar pronta em outubro.

“A primeira parte já deve valer dia 25 ou 26 deste mês. Recebemos mais de 300 pedidos, agora temos de fazer um estudo técnico para medir o impacto na importação e na economia doméstica [para divulgar a segunda parte da lista]”, afirmou.

Segundo Pimentel, os critérios utilizados no processo de escolha são rigorosos. Dentre eles estão: compatibilidade com as políticas públicas do governo, como PAC e Plano Brasil Maior; balança comercial; nível de utilização da capacidade instalada e os investimentos realizados, em curso e planejados para o setor.

“O que estamos fazendo faz parte das regras da OMC e não é protecionismo”, acrescentou.

O início da vigência também não é imediato, porque está prevista aprovação prévia da lista pelo Mercosul. A análise deve ser iniciada amanhã e os integrantes terão 15 dias para votar o pedido e propor alterações.

LIVRE COMÉRCIO

Na mesma reunião da Camex (Câmara de Comércio Exterior), presidida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que decidiu os itens que terão imposto aumentado, também ficou decidido que serão retomadas as negociações para criação de uma área de livre comércio com União Europeia e Canadá, além dos 49 países com menor desenvolvimento relativo, caso do Haiti, único representante do grupo na América.

As conversas deverão ocorrer ao longo desse semestre e envolverão o setor produtivo nacional, principal interessado em um acordo firmado pelo governo.

A anterior foi feita em janeiro de 2011, mas o governo acredita que os depoimentos não se aplicam ao atual momento econômico, porque a crise agravou e, portanto, as contribuições ficaram defasadas.

O ministro Pimentel, também negou que as guerras no Oriente Médio estejam impedindo acordos que facilitem o comércio entre a região e o Brasil.

“Não impede, talvez dificulte, atrase um pouco. Mas, sobre o Egito, nós vamos enviar ainda esse mês para aprovação do Congresso um acordo que deve ser interessante para os dois países”, disse.

As negociações com os demais países estariam sob comando do Itamaraty.

Governo aumenta imposto de importação de cem produtos para estimular produção nacional

septiembre 5, 2012

04/09/2012

 Brasília (4 de setembro) –  O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu hoje aumentar o imposto de importação para cem produtos, estabelecendo uma alíquota máxima de até 25%, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que preside o Conselho de Ministros da Camex, Fernando Pimentel. “O que estamos fazendo é absolutamente dentro das regras da Organização Mundial do Comércio”, disse ao lembrar ainda que os acordos firmados na entidade permitem ao Brasil aumentar o imposto de importação para até 35% para grande parte de produtos industrializados e até 55% para grande parte dos produtos agrícolas importados pelo país.

Pimentel falou ainda que a medida deverá ser implementada até o final deste mês após consulta aos países membros do Mercosul. “Nós vamos agora comunicar aos parceiros do bloco. Normalmente, não há objeção e eles têm 15 dias de prazo para se manifestar. Então, estaremos com a lista valendo por volta do dia 25 deste mês”, explicou. 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a medida serve para estimular a produção nacional e ainda que haverá um monitoramento do governo em relação aos preços destes produtos no mercado interno. “Está havendo um aumento do imposto de importação para determinados produtos de modo a estimular a produção nacional. Porém, nós vamos fiscalizar os preços desses produtos, porque, se houver aumento no mercado interno, haverá inflação e nós não queremos isso”, declarou. O ministro esclareceu ainda que se isso ocorrer, o produto, então, poderá ser retirado da lista.

“Vivemos um momento em que está faltando mercado no mundo e os exportadores vêm atrás do Brasil, que é um dos poucos mercados que cresce, e a nossa indústria está sendo prejudicada com isso”, complementou Mantega.