Paulo Skaf diz que esforço da Fiesp visa aproximar empresas brasileiras e argentinas

Ao lado de Guillermo Moreno, secretário de Comércio Interior argentino, presidente da Fiesp afirma que Brasil deve concentrar esforços não em vender menos, mas em comprar mais dos vizinhos

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp. Foto: Junior Ruiz

Em entrevista coletiva, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, comentou a visita de aproximadamente 120 empresários argentinos do setor de autopeças para mais uma rodada de negócios bilaterais. A delegação veio acompanhada pelo secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno.

Veja os principais trechos da coletiva:

Objetivo da rodada de negócios

“Essa reunião reflete aquilo que nós combinamos na reunião passada. Identificamos [em uma pesquisa] que poderíamos melhorar o fluxo de comércio entre o Brasil e a Argentina porque muitos produtos que o Brasil importava de terceiros países poderiam ser comprados da Argentina e muitos produtos que a Argentina compra de terceiros países poderia comprar do Brasil. Então, a nossa meta não era a Argentina comprar menos do Brasil – é comprar mais. Mas o Brasil também comprar muito mais da Argentina, buscando maior equilíbrio na balança comercial. Ficamos desde 2005 em superávit comercial com a Argentina. E no ano passado tivemos US$ 5,8 bilhões como superávit. Temos que entender que a Argentina é nossa vizinha e nossa parceira no Mercosul.”

A pesquisa

“A principal razão de as empresas brasileiras não estarem comprando mais produtos argentinos era o desconhecimento. Então, nosso esforço é no sentido de juntar empresas brasileiras e argentinas para que elas se conheçam mais, realizem mais negócios e melhorem nossas relações.”

Avaliação do encontro

“Recebemos 105 empresas argentinas. Estão [na Fiesp] também 90 empresas brasileiras. São cerca de 200 empresas argentinas e brasileiras que realizaram durante o dia 1.200 reuniões produtivas. De acordo com relatórios que recebi, havia, em cada mesa, um tempo de meia hora [para as negociações], e houve casos de reuniões em que as pessoas pediam para ficar mais, ou seja, os encontros foram proveitosos.”

Próximos passos

“Esse é um trabalho que temos que intensificar mais. Ainda esta semana vamos receber um grupo argentino apresentando os projetos de investimentos que terão em hidrelétricas na Argentina para que tenhamos também uma integração no setor de infraestrutura.”

Arestas

“Há um diálogo bom com o governo argentino hoje com o secretário [Guillermo] Moreno. Ele reiterou que não vai aceitar qualquer desvio de comércio, ou seja, a Argentina deixar de comprar do Brasil para comprar de um terceiro país. Nós combinamos que qualquer fato concreto nesse sentido, que seja demonstrado e que ele tomará providências. E, da mesma forma, o Brasil também não pretende deixar de comprar produtos argentinos para comprar de terceiros países. E essa relação boa é importante para que a gente possa melhorar cada vez mais nosso Mercosul.”

 Aumento da alíquota de importação

“As alíquotas que aumentaram [em 25%] foram dentro dos limites internacionais, mas, sem dúvida nenhuma, o governo brasileiro fez um estudo criterioso de produtos cujas importações estavam com crescimento absurdo e que estávamos com dificuldades de exportar e cujos preços haviam caído. Enfim, dentro de certas características técnicas, foram escolhidos 100 produtos e me parece que isso é positivo para o Brasil. Não resolve o problema, mas vai ajudar.”

Moeda local nas negociações bilaterais

“Isso não depende de uma discussão nossa, é dos bancos centrais do Brasil e da Argentina. Se perguntarem a minha opinião, estou de acordo em encontrarmos um caminho para podermos ter o comércio em moeda local. Isso, sem dúvida nenhuma, destravaria totalmente o comércio entre os dois países. Seria em peso de um lado e em real de outro lado. (…) Daria para a Argentina um total interesse de ampliar e muito as nossas compras. A Argentina é um grande cliente de manufaturas brasileiras e beneficiaria a todos nesse momento. O Brasil, nesse momento, está com mais de US$ 2 bilhões de superávit com a Argentina em manufatura, então nós devemos fechar esse ano em torno de US$ 3 bilhões de superávit. E a balança de manufaturas com o mundo é de US$ 100 bilhões negativos, então, sejamos justos.”

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