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Mercosul pressiona União Europeia para avançar com acordo bilateral

junio 17, 2015

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/11/politica/1433979885_736329.html

Depois de aventar a possibilidade de negociar em separado, osmembros do Mercosul fecharam consenso sobre a apresentação de uma proposta comum para um acordo de livre comércio com a União Europeia. A presidenta Dilma Rousseff se mostrou disposta, nesta quarta, a dar um empurrão nas conversações entre os dois blocos. Na abertura da cúpula de chefes de Estado e de Governo da União Europeia e da América Latina e Caribe (UE-Celac), ela cobrou uma data para que essas propostas sejam colocadas na mesa. “O Mercosul quer fazer uma proposta e queremos saber se a União Europeia está preparada para ela”, disse Rousseff.

Embora não tenha dado um só detalhe sobre a oferta que os países sul-americanos vão apresentar, a presidenta garantiu que o bloco, formado originalmente por Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina – a Venezuela ingressou no bloco em 2012 -, está em condições de avançar. “Queremos que a UE nos diga que ela também está em condições de apresentar uma oferta, e que os 27 países irão ofertar ou, se algum não vai ofertar, nós queremos saber quem”, disse. Na chegada da comitiva brasileira a Bruxelas, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, chegou a cravar que julho era o mês limite para a apresentação da proposta entre os dois blocos, que começaram a vislumbrar essa aproximação há quase duas décadas.

Rousseff chegou a dizer que a troca de propostas poderia acontecer em questão de dias ou meses, mas enfatizou que a prioridade é que o acordo inicial fosse selado ainda este ano. “Do ponto de vista do Brasil, o Mercosul tem condições de fazer esse acordo. Resta saber se nós vamos poder fazer isso simultaneamente”, afirmou ela, segundo informações da assessoria de imprensa da presidência. Pelas regras do Mercosul e da UE, os respectivos países membros podem travar negociações em velocidades diferentes. A incógnita seria a Argentina, que tem maior resistência à abertura comercial, pela fragilidade da sua economia.

Esta é a segunda tentativa de fechar um acordo entre os dois blocos, que já promovem um comércio de 267 bilhões de dólares. Em 2004, houve uma primeira tentativa, depois de anos de conversações. Mas, os argentinos frustraram a aliança ao colocar obstáculos diante das propostas apresentadas pela União Europeia à época. Como o Mercosul só pode fechar acordos se houver consenso entre todos os seus parceiros, as conversas foram congeladas até 2010.

De lá para cá, Brasil, Uruguai e Paraguai, que formavam o bloco original – a Venezuela ingressou oficialmente em 2012 – têm buscado saídas para driblar a Argentina, e mudar a regra que propõe o alinhamento de todos os integrantes do bloco para fechar acordos. Os Governos brasileiro e uruguaio já vinham dando sinais de que estavam dispostos a andar mais rápido que seu parceiro e sócio fundador. Em sua visita ao México no mês passado, Rousseff já havia citado a possibilidade de os países apresentarem propostas para promoverem abertura de seus mercados em velocidades distintas. “Diante dessa pressão, a Argentina teve de aceitar o consenso e acompanhar a proposta do bloco”, diz Welber Barral, especialista em comércio exterior.

Expertos descartan un acuerdo comercial Mercosur-UE en 2015

junio 17, 2015

La estrategia propuesta por Uruguay de avanzar a dos velocidades quedó relegada. Los analistas no creen que la promesa de acordar el TLC a fin de año se concrete.

Entre los conceptos más escuchados por expertos en comercio internacional sobre la promesa de iniciar un intercambio de ofertas para cerrar un TLC entre el Mercosur y la Unión Europea (UE) antes de fin de año están “escepticismo”, “más de lo mismo”, “un paso atrás” o “esta película ya la vimos otras veces”.
La dosis de optimismo y empuje que el gobierno de Tabaré Vázquez dio desde su asunción para que el bloque regional saliera de su estancamiento y avanzara en su inserción internacional con la firma de un tratado con la UE que hace 20 años está sobre la mesa y la firme predisposición de Brasil de acompañar esa alternativa, no parecen ser suficientes para alcanzar ese objetivo en el corto plazo.
Si bien las declaraciones que distintos jerarcas de ambos bloques expresaron en el mar co de la cumbre Cumbre de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) con líderes de la UE transmitieron confianza en avanzar, para los expertos será prácticamente imposible de cumplir.
A juicio del economista y profesor de comercio internacional de la Udelar, Marcel Vaillant, la única posibilidad de avanzar en el corto plazo era que Europa aceptara “bilateralizar” un acuerdo por país con los miembros del Mercosur que tienen mayor interés en cerrar un TLC (Brasil, Uruguay y eventualmente Paraguay). “Sin embargo, ahora vuelven a los cuatro países (incluido Argentina) para que el Mercosur haga una oferta conjunta a la UE. Eso es más de lo mismo. Hoy Europa no tiene los recursos políticos necesarios para cerrar un TLC en 2015”, aseguró.
En una línea similar, el director del departamento de Negocios Internacionales e Integración de la facultad de Ciencias Empresariales de la Ucudal, Ignacio Bartesaghi, dijo que “estaba convencido” de que Argentina no iba a aceptar “quedar por fuera” de un acuerdo con la UE porque pagaría un “costo muy alto”. Asimismo, agregó que Brasil entendió que “relegar” al segundo país del Mercosur “tampoco era negocio” para posicionar su imagen de liderazgo en la región.
A su juicio, las declaraciones del embajador en Bruselas de Uruguay, Walter Cancela, previo a la cumbre de la Celac donde aseguraba que la oferta del Mercosur incluía a Argentina y que no estaba en la mesa una negociación a dos velocidades “fue lo que finalmente terminó ocurriendo”.
Las declaracionesd de Cancela molestaron a Vázquez y a su canciller Rodolfo Nin, porque entendían iban a contrapelo de la estrategia que Uruguay. “Soy optimista de que vamos a ir todos juntos. Argentina tuvo una posición que en nada difirió de la nuestra, no hizo ningún planteo en otro sentido”, señaló Nin Novoa.

Argentina entrega proposta parcial à UE e frustra Brasil

noviembre 22, 2013

22 novembro 2013

publicado por Valor Econômico

Por Daniel Rittner | De Brasília

O governo argentino frustrou negociadores brasileiros e apresentou uma proposta incompleta aos demais sócios do Mercosul para levar adiante as discussões de um esperado acordo de livre comércio com a União Europeia.

 

Antes de levar qualquer coisa aos europeus, o Mercosul faz um esforço para coordenar suas próprias posições. A Argentina deixou de fora da sua proposta três dos quatro eixos que costumam formar um acordo: serviços, investimentos e compras governamentais. Ela só apresentou, nas discussões internas do Mercosul, uma oferta de bens. Ou seja, especificou quais produtos importados da UE poderão ter suas tarifas de importação eliminadas – e em quanto tempo. Mas não fez nenhuma menção à abertura do mercado de serviços, à proteção de investimentos e a margens de preferências em suas licitações públicas para fornecedores europeus. Os demais parceiros do bloco sul-americano fizeram o dever de casa completo e incluíram as quatro áreas na proposta de acordo. Só a Venezuela, que ainda se adapta à tarifa externa comum, está fora das discussões.

 

O compromisso de entregar uma oferta de liberalização comercial à UE, até o fim de dezembro, foi assumido por todo o bloco. O Paraguai, mesmo ainda estando formalmente fora do Mercosul, e o Uruguai já haviam fechado suas propostas. A Argentina vinha fazendo suspense em torno de sua posição nas negociações. Na semana passada, enviou a Brasília uma delegação de ministros para reiterar o interesse em evoluir nas negociações.

 

Logo em seguida, entretanto, houve decepção com o que os argentinos realmente colocaram sobre a mesa. Na sexta-feira, numa reunião em Caracas, o aborrecimento dos técnicos foi tão grande que o encontro acabou horas antes do término previsto.

 

Além de não incluir em sua proposta três áreas importantes em qualquer acordo de livre comércio, o governo argentino levou aos demais sócios do Mercosul uma oferta de eliminação de tarifas que cobre um nível de comércio tido como insuficiente para avançar nas discussões com a UE. Os europeus exigem o fim das alíquotas sobre cerca de 90% de suas exportações ao bloco sul-americano. Uruguai e Paraguai já superaram esse patamar em suas propostas. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou uma oferta do Brasil que abrange 87% do comércio. O compromisso argentino ficou abaixo disso.

 

O governo brasileiro tem preferência por conciliar posições e chegar a uma proposta conjunta do Mercosul, mas já levou a Buenos Aires a mensagem de que isso seria impossível com o atual nível de ambição da Argentina.

 

A dúvida, entre os negociadores brasileiros, é se a Argentina deu sua posição definitiva ou ainda está aberta a melhorar sua oferta e incluir as demais áreas. Se não houver melhorias, a única alternativa será ter uma proposta conjunta do Mercosul que envolva as regras gerais do acordo, mas com velocidades diferentes de abertura comercial com a UE. O tempo é curto: o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, que coordenam as negociações do lado brasileiro, querem levar essa proposta até o dia 15 de dezembro.

 

Para dar peso político à apresentação da oferta de acordo, os ministros Luiz Alberto Figueiredo e Fernando Pimentel cogitam levar pessoalmente a proposta, em Bruxelas – sede da Comissão Europeia. O Brasil fará uma oferta com ou sem a Argentina.