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Valor Econômico – Dilma ensaia estratégia para política externa / Coluna / Sergio Leo

noviembre 11, 2013

Sergio Leo é jornalista e especialista em relações internacionais pela UnB. Escreve às segundas-feiras

O interesse pela associação com o Brasil une as duas principais candidatas que, na próxima semana, se confrontam pela presidência do Chile. A conservadora Evelyn Matthei informou à revista “Qué Pasa” que gostaria de fazer ao Brasil sua primeira viagem após eleita.

Michelle Bachelet, a favorita, já mandou mirar o Brasil como modelo a copiar em matéria de política social e quer o país como aliado econômico, político e estratégico. Seus colaboradores afirmam que a candidata socialista quer apoio brasileiro para rever os rumos de acordos negociados pelo atual presidente chileno, Sebástian Piñera, como a Aliança do Pacífico, com México, Peru e Colômbia.

“A conexão com o Brasil é muito importante, e lastimamos a ausência do país na Aliança do Pacífico”, diz o economista Álvaro Diaz, ex-ministro e ex-embaixador no Brasil, engajado na campanha de Bachelet.

O programa de governo de Bachelet prevê uma “revisão” da adesão do país à Parceria TransPacífico (TPP, de Transpacific Partnership), iniciativa de negociações comerciais lançada pelos EUA e países asiáticos – que exclui parceiros importantes do Chile, como China, Japão, Coreia e Brasil. Como o Chile já tem acordos de livre comércio com os países da TPP, o novo acordo tende a trazer muitos custos e poucos benefícios, avalia Diaz.

O embaixador chileno no Brasil, Fernando Schmidt, que, nos últimos meses, visitou federações industriais de pelo menos cinco grandes Estados brasileiros, comenta que o atual governo não perdeu interesse pelo Brasil, que absorve cerca de 20% das exportações chilenas e cada vez mais investimentos do país vizinho. “Queremos estabelecer todas as pontes possíveis. Mercosul e Aliança do Pacífico não são contraditórios”, afirma.

Nem todos os envolvidos na discussão pensam assim: o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, mesmo negando oposição entre os dois blocos, fez questão de dizer que a Aliança seria o “novo motor econômico da América Latina”, em clara contraposição ao claudicante bloco liderado pelo Brasil.

A verdade é que, após um começo entusiasmado, o governo Piñera arrefeceu seus gestos em direção ao Brasil. Mas, seja quem for a futura mandatária chilena, seus esforços de aproximação com o Brasil serão plenamente correspondidos pelo governo brasileiro.

Em uma das conversas recentes com o recém-nomeado ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, Dilma, que visita hoje o Peru, reclamou do que ela considera ser uma resistência da diplomacia nacional à Aliança do Pacífico, e disse querer uma aproximação com o grupo, em iniciativas como projetos de infraestrutura.

Figueiredo recebeu a missão de fazer um “livro branco” da política externa, como existe para a política de defesa, com prioridades, orçamento e metas viáveis para o que resta do mandato de Dilma e além. O reforço dos laços com a América do Sul está, claro, no topo da lista prioritária, mas Dilma se mostra cansada de retórica. Quer, entre outras iniciativas, a retomada de negociações para aprofundar os acordos de livre comércio de mercadorias existentes entre o Brasil e todos os países da América do Sul. O Brasil já libera o acesso de mercadorias aos vizinhos, mas alguns, como Colômbia e Peru, relutam em se abrir à competição da indústria brasileira.

Está prevista, também, a exploração de alternativas bilaterais capazes de fazer o país caminhar para um acordo de livre comércio amplo com os vizinhos andinos, com negociações sobre liberalização de serviços e proteção a investimentos, por exemplo. Por determinação da presidente, o Itamaraty reformulará as funções da Secretaria de Planejamento Diplomático, que será comandada pelo diplomata e escritor Maurício Lyrio e passará a elaborar projetos estratégicos para orientar a política externa.

É um reconhecimento, ainda que tardio, da importância de sinalizar com maior clareza os interesses e intenções do Brasil no mundo, em seu novo papel de potência emergente.

Fortalecer a relação entre os países do Mercosul e os andinos, e investir em infraestrutura na região é exatamente o que quer Bachelet. Os chilenos falam em negociar, por exemplo, um acordo bilateral de compras governamentais, concedendo nos dois países as vantagens em licitações e aquisições de governo concedidas aos fornecedores locais. O programa de governo da franca favorita nas pesquisas para a presidência no Chile enfatiza o esforço de levar os países sul-americanos a negociações em bloco com os asiáticos, e vê o Chile como “país-ponte”, ou “país-porto” entre as duas regiões.

Essa ambição exige que a presidência chilena cumpra também outra tarefa prioritária: resolver as pendências com Peru e Bolívia em relação aos interesses desses países no Pacífico (acesso ao mar para os bolivianos, definição da zona de cada país no litoral marítimo, para os peruanos). Um dos caminhos apontados pela equipe de Bachelet para a aproximação política entre os países a região é a Unasul, associação prioritária também para o Brasil.

A ascensão de Bachelet ocorre em um momento importante de revisão da política externa brasileira. Um consequência previsível será pôr em xeque a divisão, em termos ideológicos e econômicos, vista atualmente entre os sul-americanos do litoral Atlântico e os do Pacífico.

El Congreso acelera la creación del Banco del Sur frente a la crisis financiera mundial

agosto 18, 2011

NOELIA BARRAL GRIGERA

Con un lento retorno a la actividad tras las elecciones primarias del domingo, y en medio de la crisis financiera internacional que tiene en vilo a Estados Unidos y Europa, el Congreso avanzó ayer con la aprobación del Convenio Constitutivo del Banco del Sur. Aun con algunas críticas opositoras, Diputados le dio dictamen al proyecto en la comisión de Relaciones Exteriores y se espera que en los próximos días hagan lo propio las comisiones de Finanzas y de Presupuesto, avanzando con una entidad pensada para dar asistencia crediticia a los países de la Unasur en caso de turbulencias como las que atraviesa actualmente la economía global.
Por el kirchnerismo, el vicepresidente de la comisión, Ruperto Godoy, pidió de hecho pensar la constitución del Banco “en el marco de la crisis actual” de los países europeos y reclamó “fortalecer el proceso de integración regional y ser menos vulnerables a los efectos de la crisis internacional”. La intención del oficialismo es tener el Convenio Constitutivo que la presidenta Cristina Fernández de Kirchner y sus pares firmaron en 2009 ratificado por ambas Cámaras para la próxima reunión de Unasur. El Senado ya le dio sanción a comienzos de junio, por lo que ahora todo depende de Diputados.
Durante el debate en comisión, algunos legisladores opositores expresaron sus reparos. Quien más criticó la iniciativa fue el duhaldista Eduardo Amadeo, al considerar que “detrás” del Banco del Sur está el presidente de Venezuela, Hugo Chávez. “No estoy de acuerdo con acercar a la Argentina a la esfera de influencia del presidente Chávez”, advirtió. Mientras que el macrista Federico Pinedo pidió “más información” sobre la institución, porque a simple vista le pareció “una burocracia muy cara”; y para Patricia Bullrich, de la Coalición Cívica, quedaron dudas sobre si el Banco tendrá “sentido político”. En defensa de la postura oficial salió el banquero y diputado por el sabbatellismo, Carlos Heller, quien advirtió que el país “no debe demorar más” la ratificación del Convenio.
Para avanzar en los pasos institucionales que faltan, los asesores de la comisión de Finanzas se reunirán hoy. De ese encuentro saldrá una fecha de convocatoria al cuerpo que preside el cívico Alfonso Prat-Gay, que podría ser la semana próxima. También resta el aval de la comisión de Presupuesto, en manos del oficialista Gustavo Marconato.
De todas formas, en el Congreso advierten que la puesta en funcionamiento del Banco no depende de los diputados, sino de los Poderes Ejecutivos de la Unasur. Principalmente, del de Brasil. Ese país, junto con la Argentina y Venezuela, es el que más capital debe aportar para fondear a la entidad. Según el Convenio Constitutivo, esas tres naciones deben aportar dos mil millones de dólares cada una; mientras que Chile, Colombia y Perú colaborarían con 970 millones; Ecuador y Uruguay con 400; Bolivia y Paraguay con cien; y Guyana y Surinam con 45.
El Banco del Sur entrará en vigencia cinco días después de que los depósitos sean efectivizados, con el objetivo de dar asistencia crediticia a los países de la Unasur. La entidad, que será presidida por un consejo de ministros de Economía, tendrá su sede central en Caracas, con una subsede en Buenos Aires y otra en La Paz.

Fuente: el cronista